Sukot

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Significado.

Um período alegre é iniciado com a festa de Sucot, compensando o solene período de Rosh Hashaná e Yom Kipur.

Em Sucot, temos uma mitsvá (preceito) singular, que é a construção de uma sucá; a única mitsvá que literalmente envolve a pessoa de corpo inteiro, com suas vestes materiais.

A sucá nos lembra das Nuvens de Glória que rodearam nosso povo durante sua peregrinações pelo deserto a caminho da Terra Prometida. Todos então viram a especial proteção Divina, que D’us lhes concedeu durante aqueles anos difíceis. Mas embora as Nuvens de Glória desaparecessem no quadragésimo ano, na véspera da entrada na Terra de Israel, nunca cessamos de acreditar que D’us nos dá Sua proteção, e esta é a razão de termos sobrevivido a todos nossos inimigos em todas as gerações.

 

Leis e costumes

A sucá

Para que o judeu não se esqueça de seu verdadeiro propósito na vida, D’us, em Sua infinita sabedoria e bondade, nos faz deixar nossas casas confortáveis nesta época, para habitar numa frágil sucá, cabana, por sete dias.

A sucá nos lembra que confiamos em D’us para nossa proteção, pois a sucá não é nenhuma fortaleza, nem ao menos fornecendo um telhado sólido sobre nossa cabeça. Lembra-nos também de que a vida nesta terra é apenas temporária.

As quatro espécies

Uma das mitsvot especiais de Sucot é a mitsvá das Quatro Espécies: Etrog (cidra), Lulav (folha de palmeira), Hadassim (murtas) e Aravot (salgueiros). É um preceito bastante significativo e simboliza a unidade e a harmonia.

Quando são recitadas as bênçãos sobre elas, é costume sacudi-las aos quatro ventos e também para cima e para baixo, significando que D’us está em toda parte.

A tradicional prece Hoshaná (Ó salve!) que é recitada em cada um dos dias de Sucot (exceto Shabat), é acompanhada por uma sequência de movimentos com as Quatro Espécies ao redor da Bimá (mesa onde é colocada a Torá para sua leitura) na sinagoga.

É uma visão bela e impressionante. Podemos ter uma idéia sobre como era antigamente, com milhares e milhares de peregrinos judeus marchando em direção ao Templo Sagrado com lulavim nas mãos, ondulando com a brisa.

 

Por Rabino Guershi A. Goldsztajn

guershiavi@msn.com

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