7 dicas para não pirar com as avaliações finais dos filhos

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O final de ano não é uma época carregada apenas para nós, adultos. Sim, estamos às voltas com as compras, a agenda cheia de compromissos, a finalização de pendências… e ainda temos que lidar com as avaliações finais das crianças! E às vezes elas ainda vêm acompanhadas de apresentações artísticas, competições esportivas…

UFA!

Sou procurada com frequência por famílias que visam preparar melhor as crianças para esses desafios. Sim, eles também estressam com toda essa carga do final de ano. Algumas ficam muito tensas, perdem o sono e o apetite, ou ainda o oposto: só querem dormir e comer muito.

Nesse pequeno texto vou compartilhar com vocês sete dicas muito eficazes para auxiliar nossos pequenos (ou não tão pequenos assim) a encarar com mais disposição e segurança a maratona do final do ano e até mesmo trazer melhores resultados. Vamos lá?

1. RESPIRAR COM ATENÇÃO: Tem uma frase viralizada que é “Inspira, expira, não pira”. E ela faz muito sentido; é extremamente importante manter o foco, e a respiração ajuda muito nessa busca do centramento. Uma respiração guiada traz, além de tranquilidade, melhor raciocínio e mais “presença” no que se está fazendo (o chamado Mindfullness). Com crianças bem pequenas, pode-se pedir para deitar e colocar um barquinho de papel sobre a barriguinha, pedindo para que ele respire profunda e longamente para observar o barquinho subindo e descendo. As um pouco maiores podem imaginar que à sua direita há uma flor e à esqueda uma vela; e dizemos a ela:

“cheire a flor, apague a vela” por cinco vezes, bem pausadamente. Os adolescentes podem já respirar apenas contando mentalmente até 6 em cada intervalo (o que chamamos de respirar em 6 tempos).

2. MENTALIZAR O SUCESSO NA TAREFA: Nossa mente tem muito mais poder do que imaginamos! A pessoa em estado ansioso costuma ter pensamentos e visões que projetam o insucesso nas missões que têm a realizar; estimular a criança a pensar que tudo vai dar certo e até mesmo convidá-la a se imaginar como se fosse um filminho (recebendo a prova, realizando os exercícios, recebendo a avaliação corrigida com a nota boa…) contribui para afastar a ansiedade desses momentos.

3. ROTINA ORGANIZADA DE ESTUDOS: só mentalizar não faz milagres! É importantíssimo ter uma forma sistemática de estudos. Observe como seu filho “funciona” melhor: estudando pela manhã ou à noite, logo que chega da escola ou após uma pausa, com companhia de um colega de sala ou sozinho… e lance mão desse formato que atende à necessidade dele. E tome cuidado para que outros compromissos não interfiram no cumprimento dessa rotina.

4. AUTORRESPONSABILIZE SEU FILHO: quem é o responsável pelo seu sucesso? E pelo contrário dele? A resposta é a mesma para as duas questões: EU MESMO. E com seu filho não é diferente; quando a criança internaliza a autorresponsabilidade compreende que seu sucesso depende de seu empenho, não se deixando inclusive afetar pela influência de outros colegas ou das “tentações” que a cercam (colar na prova, faltar à aula ou não cumprir tarefas).

5. USE DE BOAS CONVERSAS: a melhor forma de conversar com a criança é quando saímos do modelo do POR QUE. Conversas elaboradas, com questões bem abertas, levam a criança ao raciocínio verdadeiro e são a nossas grandes aliadas como pais. Elas são a ferramenta para conseguirmos estimular a construção da autorresponsabilidade, estreitar o laço de confiança entre pais e filhos, demonstrar a eles que estão em ambiente seguro e não precisam entrar em quadros de stress.

6. ACOLHA SEU FILHO: quando se sente acolhida em suas ideias, necessidades e conflitos interiores, a criança partilha verdadeiramente o que está vivendo. Pense comigo: você contaria seus problemas para alguém que apenas lhe devolva críticas? Com nossas crianças é da mesma forma! Não se trata de concordar com tudo (especialmente com as notas baixas), mas de não encher a criança de broncas, críticas e castigos por conta de seu resultado indesejável. Ao contrário dessa postura, busque colocar a autorresponsabilidade em prática com o uso das boas conversas: Como você está se sentindo com esse resultado? E o que pode fazer para melhorar essa situação? O que te impede de agir assim?

7. ELOGIE VERDADEIRAMENTE E NÃO RECOMPENSE COM PRÊMIOS: Um elogio sincero, uma comemoração e o reconhecimento do empenho de seu filho dão muito mais efeito do que premiações materiais. Quando ofertamos presentes em troca de ações desejáveis entramos no circuito da barganha, e a tendência é condicionarmos a criança a só agir mediante “pagamento”. Acredito que ninguém deseje isso, certo?

No coaching compartilhamos da opinião que crianças que aprendem com seus pais a melhor forma de lidar com seus sentimentos crescem fortalecidas para encarar os desafios que a vida – desde muito cedo – proporcionam a eles.

Desejo um final de ano de muitos êxitos e comemorações com os pequenos!

Suzana Nishie | Pedagoga, coach infantil, de pais e professores e, principalmente,  mãe da Marina.

E-mailcoachsuzananishie@gmail.com

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