O papel dos pais no desenvolvimento da auto estima dos filhos

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Como uma leitora assídua, encontrei uma matéria maravilhosa escrita na Revista Pais & Filhos referente à dosagem dos elogios para um bom desenvolvimento da autoestima dos filhos. Aproveito para dar uma atenção especial à essa temática, uma vez que, muitos dos casos infantis que recebo em consultório, traduzem um desconforto nessa autoestima e segurança, que refletem imediatamente na relação da criança com os seus colegas e consigo mesma.

Quando esta temática aparece, meu trabalho é viabilizar que a criança entre em contato com suas próprias características, acesse suas gavetinhas pessoais e encontre quais são suas potencialidades e até mesmo identificar o que não tem tanta habilidade, porque também faz parte.

Assim, com técnicas do psicodrama, brincamos de imaginar como a criança gostaria de ser, como realmente é, como são seus pais, até para que consiga identificar os modelos próximos de referência e o que é possível e o que é apenas desejado. Isso já a ajuda a lidar com frustrações.

Entretanto, para este trabalho ser eficiente, é preciso que os pais atuem em paralelo e em parceria, uma vez que passam mais tempo com os filhos do que estes em terapia, que é um recorte da vida lá fora.

Como os responsáveis podem contribuir? Deixando um clima afetivo externo favorável para o desenvolvimento, ou seja, sendo acolhedores, viabilizando portas para diálogo e compreensão. Caso contrário, se houver um clima tenso, cobrador e critico intensificará a baixa autoestima e a criança sentirá cada vez mais, as faltas e buracos internos, sem conseguir se apresentar ao mundo com segurança.

Desta forma, sabendo que os pais são modelos para seus filhos, ter o hábito de olhar para dentro, reconhecer características pessoais, transmite segurança de como a criança poderá fazer com ela mesma.

Para transmitir saúde e equilíbrio emocional aos filhos, os responsáveis têm a carga de responsabilidade de serem maduros o suficiente para que sejam copiados e fotografados pelos nossos pequenos grandes frutos. Quer um exemplo: mostre como você arruma seu armário para que a criança aprenda a fazer igual. Isso é maturidade!

 

Juliana Buchatsky Kruglensky | Psicóloga Clinica– CRP: 06/86329

Cel: (11) 99530-9034

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