Ginástica íntima, você sabe para que serve?

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Você já ouviu falar de ginástica íntima, pompoarismo e até mesmo fisioterapia pélvica?

Pompoarismo

O pompoarismo é uma técnica milenar, nascida na Índia e aperfeiçoada no Japão e na Tailândia. Pompoar significa sugar com a vagina. A técnica foi aprimorada pelas profissionais sexuais tailandesas, que passaram a utilizar colares de pérolas para desempenhar as contrações vaginais. Á partir de então criaram-se instrumentos que tornaram a técnica mais lúdica e fácil. No início, a técnica era sinônimo de sagrado, do feminismo, do poder energético da mulher, porém com o tempo passou a ser visto como algo mais sexual feito para aumentar o prazer masculino e feminino.

 

Fisioterapia pélvica

Por volta de 1945 o ginecologista Arnold Kegel desenvolveu um programa de exercícios de fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico (MAPS), para tratamento das disfunções pélvicas, principalmente a incontinência urinária.

Embora ele tenha desenvolvido esse treinamento para incontinência urinária ele observou que as mulheres que realizaram seu programa apresentaram melhora no prazer sexual, inclusive em mulheres que nunca haviam tido orgasmo anteriormente.

Os músculos do assoalho pélvico conhecidos estão localizados entre o púbis e o cóccix, e “abraçam” os três orifícios, vagina, uretra e ânus, sendo fundamental para continência urinária e fecal, para o parto e para sexualidade feminina. Sua parte superficial envolve também o nosso querido clitóris. Assim mulheres que têm esse músculo bem trabalhados são capazes de conseguir orgasmos mais potentes.

A fisioterapia pélvica surgiu então como uma especialidade que estuda todas questões relacionadas com a pelve e assoalho pélvico baseada na anatomia e  fisiologia e biomecânica da pelve.

Tanto o pompoarismo quanto a fisioterapia pélvica são métodos que  tem a finalidade de fortalecer os músculos do assoalho pélvico !

 

Para quem é indicado?

Mulheres de todas as idades devem exercitar seu assoalho pélvico.

Para mulheres que possuem alguma disfunção nessa região, o ideal é ser avaliado por um especialista antes de aderir a qualquer programa de tratamento.  Principalmente mulheres que apresentem queixas relacionadas a tensão   do assoalho pélvico como vulvodínia, dispareunia  e vaginismo!

Para essas mulheres o pompoarismo pode piorar a tensão muscular e consequentemente aumentar a dor na relação sexual. Gestantes também não devem realizar pompoarismo, isso porque essa musculatura já é muito exigida e sobrecarregada na gestação. É preciso um programa de exercícios mais específicos para essa fase que contemplem fortalecer e alongar e relaxar ao mesmo tempo.

Já  mulheres que não apresentem nenhuma disfunção, e que  tenham uma excelente percepção perineal,  ai  sim  o pompoarismo está indicado.

Ambos os métodos utilizam recursos como as bolinhas de ben wa e os cones vaginais que são pequenos pesinhos, com cargas variadas, colocados no interior da vagina, e funcionam como uma musculação íntima. Esses dispositivos ajudam no reconhecimento da musculatura, na coordenação muscular e no ganho de força.

Exercitar o assoalho pélvico traz inúmeros benefícios como a prevenção da incontinência urinária e a queda dos órgãos pélvicos, facilitar o parto  além de melhorar a a satisfação sexual!

Suzanne Ginzberg| Fisioterapeuta pelvia-obstetrica e doula, Especialista pela UNIFESP

Cel.: (11) 99967-6306

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