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Se você é daqueles que foge do sol ou é adepto a uma dieta vegetariana, cuidado! Você pode estar com deficiência de vitamina D. Esta vitamina, também chamada de vitamina do sol, é produzida pela pele exposta ao sol e também pode ser adquirida, em menor grau, sob a forma de alimentos como óleo de fígado de bacalhau, salmão e atum.

A vitamina da moda faz por merecer o destaque: embora inicialmente seus benefícios estivessem somente atrelados à saúde dos ossos, hoje muitas novas ações dessa vitamina estão sendo descobertas. Baixos níveis de vitamina D no sangue estão associados à maior chance de osteoporose, fraturas, infecções por vírus ou bactérias e maior risco de câncer, especialmente o de mama e de cólon. Além disso, baixos níveis de vitamina D associam-se também a um maior risco de diabetes e possivelmente de asma, demência e esclerose múltipla.

A reposição de vitamina D no organismo deve ser preferencialmente pela exposição solar, sem protetor, no início da manhã ou no final da tarde, período em que predominam os raios UVB, importantes para a produção inicial da vitamina na pele. O período de exposição deve ser curto, cerca de 3 vezes na semana e é contraindicado em indivíduos com histórico de câncer de pele. Durante os meses de frio, em geral, os raios solares não são suficientes para repôr os estoques. Um estudo em São Paulo com 660 voluntários sadios mostrou baixos níveis de vitamina D em 77% dos casos após o inverno. Por isso, recomendasse, especialmente nesse período, a suplementação.

Entretanto, a vitamina D em excesso, embora seja condição rara, é altamente prejudicial ao organismo, elevando o cálcio no sangue e podendo causar arritmias, vômitos, desidratação, perda de peso, cálculos renais e até insuficiência renal. Daí a importância da dosagem dos níveis de vitamina D no sangue. Pessoas com doenças que aumentem o cálcio e portadoras de cálculos renais, devem ser monitorados com maior cuidado pelos riscos impostos.