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Antes mesmo do nascimento dos nossos filhos, projetamos uma série de características e sonhos: será menina? Será Corinthiano? Terá os olhos da mãe?

Somos em grande parte, nós mesmos, respostas às expectativas dos nossos pais. Até o nome que temos e que escolhemos para os pequenos carregam verdadeiras profecias. Se for homenagem a um avô comerciante, a uma avó generosa. Quem sabe um nome bíblico, projeta-se a vontade da criança ser como o nome diz ou a tal pessoa homenageada é.

Uma sábia Sofia, uma bela Beatriz, um amado Davi… Mas claro, as expectativas muitas vezes não são (totalmente) atingidas.

Vanessa, por exemplo, é o nome de uma borboleta: livre e destemida. Mas quais medos e amarras prendem uma Vanessa?

Qual o seu nome? O que ele representa? Por que seus pais o escolheram? (se não sabe, ótima oportunidade para perguntar 🙂 ). E o nome do baby, qual é? Por quê?

Um autor que gosto muito, o Ciampa, diz que nossa identidade não está pronta, está sempre em construção, reconstrução e desconstrução.

Enquanto mães, temos que tomar cuidado para não fazermos as “profecias autorealizadoras”. Fulaninho é genioso como o avô. Beltraninha é teimosa como a tia. Cada vez que fazemos isso, criamos um estereótipo nos nossos pequenos. E assim, sem perceber, eles vão ficando geniosos e teimosos, justamente como nas tais “profecias”!

Se temos esse “poder”, que tal profetizarmos suas qualidades? A Laura, que tem o nome da bisa, poderá ter sua garra… O Rafael, assim como o anjo, poderá ser um curador…Essas são minhas melhores expectativas sobre meus filhos. Mas o que eu quero mesmo é que eles se construam, se reconstruam e se desconstruam de forma saudável, honesta e feliz! Essa é a grande profecia!