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Acabei de desmamar minha filha de 2 anos.

Depois que ela fez 1 ano, um ato que antes era considerado lindo e sublime de repente virou prato cheio para questionamentos e críticas. Poucos foram os que me apoiaram (obrigada, mãe!!!).

Pra quem pretende optar pela amamentação “prolongada” (sim, com aspas, porque o recomendado é até 2 anos ou mais), vou te adiantar 8 coisas que você vai ouvir por aí – e (bônus!) sugestões de respostas pra você dar:

1. a

R: E você não é muito grande pra ficar se metendo na vida dos outros?

2. b

À la Dilma:

R: Não vamos colocar meta, vamos deixar a meta aberta e, quando atingirmos a meta, dobramos a meta.

3

R: Porque o filho é meu e eu faço o que eu quiser!

4. 4

R: Olha, eu podia estar roubando, podia estar matando, mas estou apenas amamentando um bebê grande. E eu nunca ouvi falar de ninguém que morreu por excesso de leite materno…

5.

5

R: Anda! E fala também! Não é uma graça?
Você precisa ver que coisa mais fofa ele mamando em pé!
(Pausa de alguns segundos pra pessoa imaginar a cena, horrorizada…)

6. 6

R: Você tem toda a razão, ele precisa de algo mais nutritivo. Vou lá pegar um Danoninho na geladeira…com certeza, é disso que ele mais precisa agora!

7. 7

R: Sabe qual a diferença entre a sua opinião e uma pizza? A pizza eu pedi.

What?s the next fun?

Falando sério agora, vou dar alguns motivos para você ignorar as 8 frases acima e considerar embarcar nessa também:

• A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde em relação ao tempo de aleitamento materno exclusivo é até o sexto mês de vida e sua manutenção, com complementos, até o segundo ano de vida ou mais.

• Após o primeiro ano de vida, o leite materno não “vira água”. Dados da UNICEF mostram que, no segundo ano de vida, 500 ml de leite materno fornece 95% das necessidades de vitamina C, 45% das de vitamina A, 38% das de proteína e 31% do total de energia de que uma criança precisa diariamente.

• Está estampado em qualquer caixa de leite: o aleitamento materno evita infecções e alergias (sim, mesmo após o bebê fazer 1 ano).

• Segundo um estudo publicado na revista The Lancet Global Health, que acompanhou o desenvolvimento de quase 3,5 mil recém-nascidos ao longo de 30 anos, quanto mais longo o período de amamentação na infância, maiores os níveis de inteligência, escolaridade e renda na vida adulta. (Fonte: http://bit.ly/1OxvEyO )

PS: Esse post não é, de forma alguma, uma crítica a quem não amamenta (ou amamenta por pouco tempo), mas sim um post em defesa das mães que querem dar peito pros seus filhos até quando bem entenderem sem que outras pessoas fiquem metendo o bedelho 

Por Fernanda Lapidus Hecht