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A realidade vivida logo após a chegada do bebê é ao mesmo tempo encantadora e extenuante.

Os sentimentos que as mamys acreditam que teriam vão de maravilhosos a frustrantes :

De:-Que bebê lindo! -Estou tão apaixonada! -Será que ele não vai acordar?

Até: -Onde eu estava com a cabeça mesmo? -Ehh da pra devolver? -E se eu engolir de novo? -Estou exausta e esse bebê não dorme!

A sociedade faz com que as mães acreditem que ao nascer um bebê nasce uma mãe junto. Quem é mãe sabe que não é bem assim.

Mas mesmo assim as mamys acreditam.  Uma mãe dedicada, que não precisa dormir, que sabe diferenciar o choro do seu bebe, que não vai ficar até as 3 da tarde  de pijama e sem escovar os dentes.A realidade é que você fica, têm sono,veste a fralda errada. Aonde esta essa outra mãe?

Naquele silêncio impronunciável e solitário vai se instalando, sorrateiramente, a frustração,com um empurrão das bloqueiras e artistas que fazem questão de jogar na cara: a barriga zero e o sorriso e cabelos perfeitos logo depois de parir.

A nova Mamys, tentando se reorganizar em todos os aspectos do seu ser , esta passando por enormes transformações, tentando se achar, mas parece que muito lentamente e vêem uma avalanche mostrando isso. Logo aparece a culpa.

E o que a maioria das mães sentem é impronunciável até para os melhores travesseiros.

O caos que se torna sua vida e as oscilações entre amor, cuidado, perda de privacidade e tempo,mas nada é falado, só vai sufocando mais e mais.

Assim algumas vão se afundando na tristeza que pode virar depressão.

Alias, 50 a 80 por cento das mulheres podem ter depressão no primeiro ano de vida dos seus filhos. A fadiga, sentimentos de inutilidade ou culpa, capacidade diminuída de pensar, concentração, indicação, humor deprimido, insônia ou hipersônia, são alguns sintomas.

Por que uma porcentagem tão alta?

O ideal da maternidade vendido é muito danoso para a mãe pois ao não se encaixar no perfil que, para ela seria o padrão, é mais fácil essa mãe entrar em depressão.

A imagem idealizada pela mulher dela como mãe e a realidade vivenciada são tão irreconciliáveis que a angústia gerada  pode sim acabar desencadeando um quadro depressivo.

Se você mamys  achar que esta se sentindo muito triste procure seu ginecologista e converse com ele.

 

Por uma Vida Mais Nelson Rodrigues e Menos Spielberg.

Bj Estalado

 

Natascha Gannuny Muller

Psicóloga

Cel. 11-99234 9482 Cons.11-3776-0000

www.ngannuny.com.br