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Fui conhecer com os meus filhos o Kidzania e, com poucas ressalvas, posso dizer que é super bacana e vale a pena conhecer!

Talvez a principal e melhor qualidade seja o conceito. Lá, as crianças experimentam várias profissões dentro de uma cidade feita para eles e sentem na pele como é ser um policial, carteiro, médico, bombeiro, entre tantos outros. Mas, muito mais do que isso, aprendem a ter autonomia, responsabilidade, e a valorizar dinheiro.

Na abertura do parque toca o hino da cidade cantada e dançada (com empolgações variadas) pelos funcionários do parque. Em seguida, as crianças precisam ir sozinhas ao banco trocar o cheque que recebem na bilheteria pelos “kidzos” o dinheiro do parque. Com esse dinheiro eles podem “pagar” por algumas atividade e também por produtos vendidos lá.

Tem também as atividades que dão dinheiro às crianças, como recompensa pelo trabalho. O mais legal de tudo é o trabalho em si. Foi muito legal ver meus filhos vestidos como carteiros, fazendo entregas e coletas pela cidade, apagando incêndio em um hotel depois de andar em um carro de bombeiros, ou então usando estetoscópio para ouvir os batimentos de uma pessoa caída na rua, entre tantas outras profissões legais.

As atividades pagas com kidzos também são incríveis como pilotar um avião em um simulador, aprender como fazer chocolate, suco, pizza e até jogar futebol.

“Uau Débora! Esse lugar parece incrível! Cadê as ressalvas que você falou no começo? Será que você é fresca?”

Então amigas, pior que não sou!  O problema é o tempo de espera para cada atividade. O parque pode nem estar cheio, mas em um dia inteiro temos pouco tempo hábil pra fazer muitas atividades e tudo isso por um simples motivo: propositalmente ou não, o esquema de filas é muito mal feito.

Cada atividade gira em torno de meia-hora e existe uma capacidade máxima de crianças (normalmente de 6 a 8 por vez). Quem fica do lado de fora e que não pode sair da fila, tem que ficar lá esperando a meia hora passar fazendo nada (ou melhor, olhando com inveja as crianças que estão fazendo alguma coisa). Isso poderia ser evitado se enquanto as crianças estão de fato fazendo a atividade, as da fila poderiam já entrar e receber as instruções que normalmente são dadas antes das crianças “irem às ruas”. Essa medida simples reduziria metade do tempo das filas. Tenho certeza que também teriam várias outras soluções se o parque tivesse interesse pelo conforto e aproveitamento melhor de tempo dos visitantes. Mas acho que o objetivo é fazer com que tenhamos que voltar várias vezes para poder fazer o que faltou.

Outra ressalva. Os pais não podem fazer nada, dentro do parque/cidade. Tipo nada. Só tirar fotos fofas dos filhos e usar fórmulas complexas pra tentar encontrar jeitos de conseguir fazer o maior números de atividades possíveis. Por isso, pra mim não faz o menor sentido o adulto acompanhante ter que pagar ingresso, que já é bem caro.

Crianças menores de 4 anos não podem fazer as atividades, só tem uma brinquedoteca pequena (que mais parece sala de castigo perto das outras coisas) portanto, só recomendo o parque para maiores de 4 anos.

Como sempre, também insisto para que cheguem cedo, com certeza não pra ouvir o hino, mas para poder ir para as atrações mais concorridas logo, porque depois vai ficando bem difícil.

É diferente, é interessante, é bonito, traz muito conhecimento e diversão às crianças. E mesmo com as tais ressalvas, recomendo muito!

KidzaniaShopping Eldorado – Av. Rebouças, 3970 – São Paulo/SP | Ingressos: R$120/criança e R$50/adulto aos finais de semana.