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Quando eu percebi que meu filho era diferente das outras crianças me surgiram algumas dúvidas e sentimentos que poderiam me ajudar a entender melhor o que estava acontecendo, pois tenho dois filhos mais velhos que não eram igual ao Bernardo.

Ele era diferente, não me olhava nos olhos quando eu estava amamentando, mas em outros momentos ele interagia comigo, o tempo foi passando ele crescendo e tudo parecia normal, mas quando ele fez 2 anos algumas coisas chamaram a minha atenção: a falta de interesse pela alimentação, o andar nas pontas dos pés, os barulhos que o incomodavam, a falta de interesse por brinquedos e foco em dinossauros e animais em geral, e o que mais me preocupou foi a fala. Tudo ele apontava, me levava com as mãos. Outras características foram os movimentos com as mãos (*FLAP), movimentos com os braços quando a criança esta feliz, eufórica, nervosa e alguns sons balbuciados que foram me levando a perceber que sim ele era diferente.

Em uma consulta com uma pediatra a mesma levantou a possibilidade de ele ter TEA: Transtorno do Espectro Autista

Aquele era o momento de pedir ajuda e procurar um Neurologista Pediátrico e passar minhas dúvidas, angústias e preocupações.

Quanto mais cedo nós pais percebermos as dificuldades que nos levem a pensar na possibilidade da criança estar dentro do Espectro Autista, mais tempo ela terá para ser cuidada por profissionais qualificados.

O diagnóstico não é fácil para nós como família mas precisamos estar abertos a mudanças, a uma nova etapa que será aprender a conviver com as dificuldades e descoberta de um mundo tão diferente, que nos leva a conhecer um amor tão lindo.

Posso garantir como mãe de uma criança autista que temos muitos momentos dolorosos, crises, noites sem dormir, preconceitos que é a parte mais dolorida mas, ao mesmo tempo, aprendemos com eles um amor verdadeiro e puro.

 

Keila Couto Rodrigues

Mãe da Julia, Artur e do Bernardo diagnosticado autista aos 2 anos. Fundadora do Projeto Dino, que oferece uma equipe que cuida diretamente de mães que precisam de suporte e cuidado.

@projetodiino

@keilacoutoseiler

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