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70% são de oxalato de cálcio e fosfato de cálcio. Do restante 10% estruvita, 10% ácido úrico. Menos de 1% cistina e relacionado a medicamentos.

Após análise clínica e laboratorial da urina, conseguimos averiguar tipos de cristais em formação, e também os componentes bioquimicos principais da urina.

Assim é possível estabelecer um tratamento direcionado caso a caso.
O que vale para todos é aumentar a ingesta de água para cerca de 2,5L/ dia (podendo ter variações) e restrição de ingesta de sal (aliás sabemos que sal é um grande vilão pra saúde e deve ser ingerido em pequena quantidade de qualquer forma…)

E o cálcio? Devemos restringir?? Aumenta risco de pedra nos rins??

A homeostase do cálcio é um processo complexo e regulado principalmente por meio de uma interação entre os intestinos, rins e ossos. A absorção intestinal de cálcio é determinada por muitos fatores, incluindo a quantidade de ingestão regular de cálcio, bem como os níveis de vitamina D e hormônio da paratireóide.

A absorção intestinal de cálcio é provavelmente diferente entre os formadores e não formadores de cálculos, com níveis mais elevados de absorção de cálcio em pessoas com histórico de cálculos, independentemente da ingestão de cálcio.
Entretanto, hoje não recomendamos mais a restrição de cálcio na dieta, pois isso pode levar à desmineralização óssea e a um aumento na formação de cálculos.

Isso mesmo, a ingestão de cálcio na dieta é provavelmente um fator de proteção contra a formação de cálculos e este é provavelmente o caso independentemente de o cálcio da dieta ser proveniente de laticínios ou não.

Portanto não descuide de sua ingestão de cálcio!

Imagem: The Korean Society of Clinical Nutrition
Ref: Clinical Nutrition Research; Nutritional Management of Kidney Stones (Nephrolithiasis). 2015.