Yom Kipur

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Dia de jejum e dia do perdão.

 

Significado

 

Após o pecado do bezerro de ouro, Moshê (Moisés) rezou e, no dia dez do mês hebraico de Tishrei, D’us concedeu pleno perdão ao povo judeu.

Yom Kipur é o Dia da Expiação, sobre o qual declara a Torá: “No décimo dia do sétimo mês afligirás tua alma e não trabalharás, pois neste dia, a expiação será feita para te purificar; perante D’us serás purificado de todos teus pecados.”

Esclarecendo a natureza de Yom Kipur, o Rambam escreve: “É o dia de arrependimento para todos, para o indivíduo e para a comunidade; é o tempo do perdão para Israel. Por isso todos são obrigados a se arrepender e a confessar os erros em Yom Kipur.”

A expiação obtida através de Yom Kipur é muito mais elevada que aquela conseguida através do arrependimento, pois neste dia os judeus e D’us são apenas um. O judeu une-se com D’us para revelar um vínculo intocável pelo pecado, sem obstáculos.

Teshuvá, o retorno do judeu ao bom caminho, não está restrito apenas a Yom Kipur. Há muitas outras épocas que são propícias para que isto ocorra, e na verdade, um judeu pode, e deve, ficar em estado de reflexão, alerta e arrependimento todos os dias do ano.

Leis e costumes.

 

Caparot

A véspera de Yom Kipur inicia com o antigo costume de Caparot, que é realizado antes do raiar do dia. Um homem ou menino pega um galo, uma mulher ou menina, uma galinha, segura na mão, recitando a prece Benê Adam, girando a ave nove vezes sobre a cabeça. A prece continua: “Seja esta a minha expiação…” Isto é feito com o intuito de evocar um arrependimento sincero, para que não tenhamos destino semelhante ao da ave, graças à misericórdia de D’us que nos perdoa após o arrependimento verdadeiro. O valor correspondente ao da ave é doado aos pobres. Este costume pode também ser feito com dinheiro.

 

Dia de jejum

 

Meninas a partir de bat-mitsvá, doze anos de idade, e meninos a partir de bar-mitsvá, treze anos, precisam jejuar o dia inteiro e cumprir todas as leis referentes a este dia. Pessoas doentes devem consultar um rabino ortodoxo.

Desde antes do pôr-do-sol da véspera até o completo anoitecer do dia seguinte, é proibido: comer e beber; lavar-se (ao levantar-se pela manhã, é permitido lavar apenas os dedos e passá-los nos olhos); passar cremes, óleo ou maquiagem (no rosto ou no corpo); calçar sapatos (mesmo que parcialmente) de couro; e ter relações conjugais.

 

Abençoar os filhos.

 

É um costume antigo que os pais abençoam os filhos antes do início de Yom Kipur.

 

Toque do Shofar

 

Ao término do Serviço de Yom Kipur, o shofar é tocado por várias razões:

É o símbolo da vitória, como o clarim das trombetas dos exércitos vitoriosos ao voltarem do campo de batalha. O shofar anuncia a vitória sobre os nossos pecados e tentações.

O shofar nos lembra a Outorga das Segundas Tábuas. Moshê, Moisés, desceu do Monte Sinai pela última vez em Yom Kipur, trazendo as Segundas Tábuas com os Dez Mandamentos, recebidas com alegria e o som do shofar.

É um sinal de partida da Presença Divina, como está escrito: “D’us ascendeu ao som do shofar”.

É um lembrete do shofar que costumava ser tocado em Yom Kipur para anunciar o Ano do Jubileu.

Está escrito que, ao término do jejum de Yom Kipur, uma Voz Celestial proclama: “Vão e comam o pão com alegria, pois D’us aceitou suas preces e os perdoou!” É por isso um Yom Tov e saudamos uns aos outros com “Bom Yom Tov”. O toque do shofar serve também para chamar a atenção sobre a importância deste Yom Tov.

 

Por Rabino Guershi A. Goldsztajn

guershiavi@msn.com

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