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1. Nem todo nariz que escorre é resfriado…. Quando seu filho começa com sintomas persistentes de espirros, coriza, coceira e obstrução nasal, esses sintomas podem ser Rinite Alérgica!!!   A Rinite Alérgica é doença que interfere no dia a dia das pessoas, independente da idade. Reflete na qualidade de vida que esse indivíduo podem ter, isto é: sono agitado? Rendimento escolar ou no trabalho é prejudicado? Sentir o cheiro dos alimentos reflete na aceitação dos mesmos, o sabor da comida muda?

2. Quanto menor a idade da criança, as infecções (bacterianas ou virais) funcionam como os principais desencadeantes… Conforme a criança cresce, os alérgenos inalatórios (poeira, ácaros, pelos de animais, mofo…) são os responsáveis pelos sintomas.

3. O ambiente iluminado e arejado auxilia na manutenção do espaço livre de desencadeantes… A limpeza do ambiente deve ser realizada com produtos sem cheiro; as vassouras e os aspiradores devem ser evitados! O bom pano úmido costuma resolver. O velho ditado popular: Aonde entra o sol, o médico não entra.

4. A higiene do ambiente representa mais de 50% de qualquer tratamento prescrito para quem apresenta alergia respiratória, seja rinite alérgica ou asma; capas anti-ácaro para o colchão e travesseiro são importantes, assim como evitar os travesseiros de penas, cobertores de lã e protetores de berço! Preferir os edredons e travesseiros de espuma maciça…

5. Hidratar a via aérea diminui os sintomas da rinite; lavagem do nariz com soluções salinas isotônicas (soro fisiológico) e a umidificação dos ambientes através de umidificadores ou mesmo colocando bacias de água nos ambientes também são impactantes na melhora da qualidade de vida do alérgico.

6. O tabagismo sempre deve ser evitado, a fumaça do cigarro fica impregnada na roupa do fumante; devem ser retirados do quartos bichos de pelúcia, livros e revistas ou ensacá-los, isolando os mesmos do ambiente. Animais de estimação não devem circular na área íntima das residências, evitando os quartos ou ainda subindo nas camas.

7. Dar preferencia à vida ao ar livre. Esportes podem e devem ser praticados, evitando-se dias com alta exposição aos pólens ou poluentes em determinadas regiões.

Quando todos os cuidados com o ambiente foram realizados e mesmo assim a condição clínica permanece é o momento de procurar um especialista no auxílio do tratamento dos sintomas, a fim de promover uma qualidade de vida adequada.

Dra. Danielle Kiertsman Harari | Alergista e Imunologista pela Escola Paulista de Medicina – UNIFESP,  Preceptora do Ambulatório de Alergia Pediátrica – UNIFESP