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Ano após ano, à época de Chanucá, as luzes são acesas em todos os lares judaicos para celebrar os acontecimentos daqueles dias, com cânticos de louvor a D’us. Assim, os caminhos de Israel são iluminados pela mensagem eterna: “a luz espiritual de Israel nunca será apagada”.

Há dois mil anos, os judeus eram governados pelos gregos, que haviam conquistado a Síria e toda aquela região. Antiocus, ao ascender ao trono, impôs de maneira firme a cultura da Grécia sobre os judeus.

No início, havia apenas poucos judeus que se escondiam nas montanhas, mas aos poucos muitos se juntaram a eles e formaram um exercito contra os gregos, que haviam profanado o Templo de Jerusalém.

Após anos de luta, assim que reconquistaram Jerusalém, os judeus reinauguraram o Templo (Chanucá significa inauguração), mas precisavam acender a menorá (candelabro encontrado em sinagogas), mas só encontraram azeite suficiente para um dia, mas o milagre aconteceu: o azeite ardeu por oito dias.

A Festa de Chanuca ressalta dois conteúdos importantes: a luta de uma minoria – os judeus liderados pelos Macabim, contra os gregos, uma maioria dominante e poderosa – e a vitória espiritual da fé judaica contra a cultura helenista.

Chanucá, festa das luzes, ressalta a luz vencendo as trevas. Nosso mundo está atualmente vivendo uma época especialmente tenebrosa. Temos medo e sofremos diversos tipos de agressões. Nossos filhos, amigos e vizinhos estão espalhados pelo mundo, lutando contra um inimigo que não tem fronteiras. Nosso desafio é trazer luz a este mundo. A razão pela qual as velas de Chanucá são acesas ao anoitecer é para nos lembrar que, mesmo nos momentos mais escuros, temos o potencial de iluminar, se acendermos uma chama.

 

Costumes:

 A festa de Chanucá é celebrada durante oito dias. Durante esta festa se acende uma Chanukiá, candelabro de 9 braços (incluindo o central e maior, denominado Shamash, ou servente). Na primeira noite acende-se apenas o braço maior e uma vela, e a cada noite se vai acrescentando uma vela, até que no oitavo dia o candelabro está completamente aceso. Este ritual comemora o milagre do azeite que queimou por oito dias no candelabro do Templo de Jerusalém.

Costuma-se comer bolinhos como as sufganiot (sonhos), e levivot (em iídiche, latkes, bolinhos de batata). Estes bolinhos de batata e os sonhos nos fazem lembrar o milagre do jarro de óleo.

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Dar presentes ou moedas para as crianças, para simbolizar o fato histórico de que, caso não tivessem vencido os gregos, as crianças não poderiam continuar a estudar a Torá (Leis de Moisés).

As crianças brincam com o sevivon (espécie de pião) contendo quatro lados onde aparecem quatro letras que forma a frese: “Um grande milagre aconteceu lá”, simbolizando o milagre do óleo.

 

 

RECEITAS:

Levivot (bolinho de batata)

Ingredientes:

4 batatas grandes descascadas, raladas no lado grosso do ralador e espremidas colocando numa peneira e retirando o líquido)

1 cebola ralada (facultativo)

1 ovo

2 colheres de farinha

½ colherinha de fermento em pó

sal e pimenta (facultativo)

 

Preparo:

Misturar tudo, e fritar no óleo às colheradas.

 

Sonhos

Ingredientes: 500 gr de farinha de trigo 2 gemas 2 colheres (chá) de açúcar 2 pacotinhos de fermento para pão (30gr) 3 colheres (sopa) de óleo 1 pitada de sal 11/2 xícara de água óleo para fritar

Preparo:

Dissolver o fermento na água e deixar descansar por 15 minutos. Numa vasilha grande misturar todos os ingredientes e amassar até obter uma massa bem macia.

Cobrir e deixar crescer por duas horas em lugar resguardado. Amassar um pouco para retirar o ar. Abrir com o rolo de macarrão em superfície enfarinhada, numa altura de 2 cm. Cortar em círculo com um copo. Deixar crescer mais 30 minutos cobertos com um pano. Colocar bastante óleo numa panela; esquentar bem e fritar os sonhos até ficarem dourados dos dois lados.


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Marcia Blatt | Professora do Colégio I.L. Peretz e do Colégio Lubavitch