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Olá Mamis,

Hoje vou falar de um assunto delicado mas muito comum: o sofrimento infantil e suas manifestações!

Quando algo nos incomoda costumamos sofrer. Esse sofrimento aparece de diversas maneiras: angústias, dores( estômago,cabeça,costas),insônia,entre outras. Costuma ser difícil para nós adultos saber nomear e controlar os nossos sentimentos. Lidar com eles não é fácil, pelo contrário! Agora imaginem para uma criança?

A criança expressa o que lhe incomoda da forma que PODE e conforme sua IDADE. Ela tenta chamar nossa atenção para algo que a incomoda naquele momento. Estas são as manifestações mais comuns que observa-se: mudar de comportamento de repente(em casa ou na escola), fazer birra, ficar chorosa, grudada em você ou em quem cuida dela,gritar, ficar agressivo/ apresentar uma timidez excessiva, não comer ou comer demais, desenvolver manias (roer unha,por exemplo), alteração de sono ( pesadelos, enurese noturna), entre outros sinais. Temos que ficar atentas quando alguma dessas alterações acontecem.

A grande questão para poder ajudar é compreender o QUE A CRIANÇA QUER DIZER COM ISSO?

Podemos estar simplesmente diante de uma nova fase do desenvolvimento da criança. A maturidade da criança vem com o tempo e exige sempre novos desafios da mesma. Existe mesmo um sofrimento natural. A questão é perceber quando existe um sofrimento excessivo.

É preciso ajudar a criança a nomear os seus sentimentos e expressa-los de modo mais adequado, que não gere sofrimento nela e na família.  E SIM, mesmo pequenas, as crianças TEM a capacidade de compreender o que falamos. Claro que depende de COMO se fala.

A linguagem usada precisa ser acessível e respeitar a fase do desenvolvimento na qual ela se encontra.

É muito comum devido a correria do dia a dia, cansaço e falta de tempo e repertório NOSSO não saber o que fazer para ajudar. As vezes, ficamos até sem paciência, impotentes e  pode rolar um descontrole. Descontrolar é normal. Transbordar com choros, gritos acontece (o que não vale é isso virar rotina,ok?). Todas nós temos um limite. Você NãO é uma mãe terrível, você é humana e muito capaz! Consegue conciliar trabalho, família, marido ( esse é um caso sério para um novo post,kkk).

O ambiente também é muito importante, leve em conta o que esta ocorrendo a sua volta: as crianças são muito sensíveis e podem absorver o estresse da casa. Uma pequena mudança pode ser significativa, tal qual: mudanças de funcionarias do lar, doenças na família, chegada de irmãos, estresses de trabalho, de dinheiro….quem já não passou por algum desses itens? Não é fácil!!  Nas suas devidas proporções as crianças também tem estresse, limites do que suportam ou não. Mas são muito mais inexperientes que nós e sofrem por não saberem lidar com algumas questões!

Por fim deixo algumas dicas práticas:

1. Recupere o controle antes de conversar: alguns segundos e algumas respiradas podem fazer a diferença, se dê um tempo;

2. Nomeie o que VOCÊ sente: exemplo- “estou cansada e explodi, me irritei”. Isso vai ajudar você a compreender os seus sentimentos e a ENSINAR o seu filho também.

3. Converse: ajude seu filho(a) a nomear o que sente e incentive que ele(a) fale,desenhe, expresse;

4. Procure ajuda: alguém que esta de fora da situação vai te ajudar e orientar sobre O QUE e COMO fazer. Procurar ajuda logo pode evitar um sofrimento maior para toda a família.

Espero que tenham gostado e que ajude a refletir um pouco sobre essa difícil tarefa de criar os filhos com limites e MUITO carinho!

Sugestões, comentários,dúvidas? Envie para mim, ficarei feliz em responder, ate breve!

 

Márcia B. Neumann | mberman@uol.com.br