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Já deu p perceber que eu não tenho uma boca muito “limpa” – sim eu sou limpinha quanto a higiene, salvo um bigode que eu morro de dor pra tirar e fico q nem boba cortando com tesoura…

Minha relação com palavrões vem desde q sou menina. Como era um certo tabu falar essas coisas na minha casa, lembro até hoje, quando disse “merda!” a primeira vez e minha mãe disse “era tão limpinha…foi só entrar na escola que já veio cheia de palavrão”.
Sei lá, não é que eu curta ficar falando essas merdas todas, mas pohan, dá um alivio soltar um VAISEF***R bem soltado, que putaqueopario, só vivendo isso.

Quando nasceu chicken little, meu marido começou a vir com uns papos de “o menino vai aprender a falar isso” ou “vc precisa maneirar nos palavrões”, mas vejam bem, o moleque tinha dias e rolavam aqueles momentos: to comido, to limpo, não tenho frio, não tenho calor e UÁÁÁÁÁÁÁ por horas a fio (exagero, entre uma mamada e outra… a vida de mãe me intesificou mais), e o povo ali enchendo o saco, fazendo pergunta besta, me olhando com cara de “como, por que você fez isso com ele?”
Daí,quê que você faz?

Ouve sua sogra/mãe/velha-benzedeira do 5o andar e fica chacoalhando a criança pela casa- transformando aquele choro dóido em batida putz putz (uá-á-á-á-á-á…);

se encolhe no chão do banheiro em posição fetal e chora copiosamente enquanto as pessoas te perguntam “mas o que ele tem?” (“hemorróidas” é uma boa resposta, dai vc faz cara de paisagem (engole o choro) e sai andando como se nada tivesse acontecido…#fikadika);

enrola um baseado e curte uma vibe perto dele (vai que ele acalma?);

destaque

você solta um KCT bem alto e vai lá acudir a cria…

Tenho pra mim (hahahahaha essa expressão é ótima) que mãe que é mãe, vira “despudorizada” na hora que o rebento escorrega pra fora… porque serio! Numa boa, quem vivencia esses perrengues e sai ileso, sem soltar um “ai merda!” sequer??

E não digo só esses momentos de choro, que uma hora tua audição apura tanto que você identifica se ele tem fome, sono, chulé ou só quer curtir uma com sua cara- digo de momentos que o universo conspira a seu favor e num segundo de calmaria, que você ta ali, fazendo seu #2 de boa com o bebe no berço, ele consegue cair, abrir o supercílio, ralar o joelho, quebrar o dente e bater a cabeça na janela- que fica ha 1,5 metro da cama e do chão enquanto come uma bolacha que com a queda vc perdeu e não sabe se está no ouvido, no nariz ou preso na garganta (do you know what I mean?).
Quem em sã consciência (depois da maternidade, certeza que nenhuma de nós!) vê essa cena e diz um “OPS”????

Ops, opa, vixe, ix, é algo que não pertence ao nosso vocabulário anymore. Se pertence, concerteza (hahahahahahha essa é ainda melhor!) não é usado quando diz respeito a seu filho…
Porque o que diz respeito a seu filho num momento de stress, acidente e dor de dente só se for de merda pra cima (e olha que sobre viu!)…

E não me venha com xurumelas, você que “nunca diz nenhum palavrão”, que “tem orgulho de seu vocabulário” que tenho certeza que quando rola uns tropeços ou batidas de dedinho no canto da mesa com o bebe, o cachorro, a mamadeira e pote de leite no colo ao mesmo tempo, rola um “HUMPFFFFFF” que vc segura com uma força imensa e um “merda” vem bem ecoado na sua cabeça…

E eu acho normal. Com o tanto de coisas que começamos a leedar ao mesmo tempo, anormal seria sequer desabafar desse jeito… a maternidade nos transforma em polvos e não em anjos celestiais… anjos celestiais a gente só vira depois do 4o ou 5o filho ou quando thanksgiving e chanuká caem no mesmo dia (c vc ta lendo isso aqui, é pq perdeu a oportunidade)… e até lá, vamos leedando do jeito que dá, neam?

Então mães, uni-vos em momentos de dor, cansaço e fadiga…
Saiba que se vier um PUTAQUEOPARIUQUEMERDA assim, do nada, solta, pois como já dizia o Shrek: “melhor fora do que dentro”…
Mesmo que seja baixinho, com a cara afundada no travesseiro, debaixo do chuveiro…

DaMix