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Quando lemos essa frase podemos cair numa enorme pegadinha!

Na primeira coluna, vimos que não devemos tratar nossos filhos como coisa e sim como sujeito. Mas o que é isso na prática?

Quando tratamos, por exemplo, nossos filhos como mini executivos estamos coisificando a prole. Suas agendas são tão atribuladas que já ouvi uma mãe dizer que o filho não poderia ir num aniversário do colega porque estava sem tempo!destaque

Mas o que poderia ser mais importante para uma criança do que o aniversário de um colega? Vejamos: natação + judô + inglês + computação + piano + lição de casa + mandarim + esgrima = criança ansiosa + cansada – feliz

Uma criança é desde o primeiro dia um ser humano que deve ser tratado com respeito. Eles não precisam crescer para tornarem – se seres humanos, eles já são! Parece óbvio, mas muitas, muitas vezes, não é!

Por outro lado, o mais novo clichê é: “cada criança tem seu tempo”. Isso serve para tudo! Para hora de aprender a dormir sozinho, a forma como come, o desfralde, a alfabetização, a adaptação na escola. Claro, que isso é uma verdade, DE FATO, CADA CRIANÇA TEM SEU TEMPO, mas essa frase tem sido usada inadvertidamente para crianças que não tiveram a autonomia estimulada ou como forma de conformismo (muitas vezes com a melhor das intenções).

Mini-executivos máster blaster estimulados ou crianças super protegidas e dependentes? (paradoxalmente a mesma criança posse ser hiper estimulada E dependente).

Cada criança é uma pessoa única, nascida com suas próprias bagagens e competências; a criança tem o direito ao seu próprio desenvolvimento. Nós devemos respeitar o difícil processo de crescimento e não sermos impacientes; a criança tem o direito de ser o que é, devemos aceitar com empatia e tolerância.

Desenvolver os próprios potenciais, estimular as habilidades, sem ser VÍTIMA dessa competição acirrada que tentam nos forçar. Em resumo, seu filho, dever ser o melhor que ele pode ser COMPARADO COM ELE MESMO!

Fiquem com o coração tranquilo!

Beijos!