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Algumas das razões podem ser muito simples, mas vale a pena ler tudo o que a brincadeira propicia para o mundo da criança e do bebê.

As crianças têm prazer em todas experiências de brincar, seja físico ou emocional. Podemos ampliar o âmbito de suas experiências fornecendo materiais e ideias. O bebê e as crianças pequenas têm uma capacidade única de procurar objetos e inventar brincadeiras que são ricas em explorações e muito prazerosas.

A brincadeira também ajuda o bebê a dar vazão a sentimentos de angústia e a outros que nos parecem ser negativos, como a agressividade. É uma forma de organizar pensamentos e sentimentos que todos nós sentimos, mas com os quais às vezes buscamos não entrar em contato, como a raiva, tristeza, entre outros. É importante que o adulto tolere tais brincadeiras com conteúdo angustiante para o bebê. Em alguns casos de extrema preocupação, devemos entender esta brincadeira como um sinal, um pedido de ajuda por parte da criança, que pretende comunicar como está seu mundo interno através da brincadeira/ do lúdico.

Ao brincar, a criança exerce a capacidade de enxergar a diversidade do mundo real a partir do seu olhar. A brincadeira é a prova evidente e constante da capacidade criadora que todos nós temos. O adulto contribui com esse processo ao valorizar o que é construído pela criança na brincadeira e reconhecendo o grande lugar que cabe à brincadeira sem adulterar a iniciativa da criança.

No início, o bebê brinca sozinho ou com sua mãe. Aos pouco ele começa a se interesse pela companhia de outros bebês e outros adultos, como nas escolas e em outros ambientes de socialização.  Com o amadurecimento, o ele passa a sentir mais prazer quando a brincadeira é compartilhada.

Muitas vezes a brincadeira é feita ao lado do amigo, até um dia em que o amigo se torna alguém importante com o qual divide diferentes pontos de vista de uma história ou de algum brinquedo. As brincadeiras também servem para fornecer uma organização para a iniciação de relações emocionais e, assim, o desenvolvimento de contatos sociais.

É no brincar que o bebê liga as funções corporais com as ideias, é algo que propicia o entendimento e integração do que acontece no mundo fora do meu corpo e no mundo interno, minhas ideias e sentimentos.

Para a criança e o bebê, o brincar foi concedido como o falar para os adultos, é uma das maiores formas de expressão e não precisa vir acompanhado de palavras.

Brincar é forma mais pura de demonstrar saúde!

 

Texto escrito por: Núcleo Bebê-a-bá

Coordenadoras do projeto:  Marina Migliari (CRP: 06/112960) e Patricia Kanhouche (CRP:06/113048)