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Está chegando o Seder de Pessach, e não importa há quantos anos a gente faça a mesma coisa, sempre acabamos esquecendo algum significado dos lindos símbolos da festa. Então seguem agora as 7 dicas para realmente ficar por dentro do que acontece nessa noite tão importante para os judeus que relembram a libertação da escravidão no Egito.

1. Matzá – Um dos principais símbolos de Pessach, é o pão que não deu tempo de ser fermentado na saída dos judeus do Egito. Na Torá está escrito: “Você deve comer matzot durante sete dias…o pão do sofrimento, pois deixou o Egito apressadamente.”Existe também a Matzá Shmurá, que é redonda, amassada e moldada à mão, semelhante às matsot que foram assadas ​pelos Filhos de Israel na saída do Egito. É portanto apropriado utilizar matsá shmurá ao menos nas duas noites do Sêder de Pêssach.

2. Hagadá – É o eixo fundamental do Sêder, “Narrativa”. Toda a ordem – Sêder – será feita através dos relatos e orientação da Hagadá. É preferível que todos tenham uma, ou dividam entre si, para que todos possam acompanhar a sua leitura.

3. Keará – é o prato típico de Pessach que fica na mesa do Seder com os 6 símbolos da festa:

Betsá – (ovo cozido) Representa o sacrifîcio de Chaguigá trazido ao Templo Sagrado em Pessach.

Zerôa – (pescoço de frango grelhado) simboliza o cordeiro pascal trazido ao Templo Sagrado na véspera de Pêssach. A carne do pescoço é removida e o osso queimado. O zerôa não é comido no decorrer do sêder. Zerôa (literalmente, antebraço) remete ao fato de D’us haver tirado o povo do Egito com “Seu braço estendido”.

Maror – (ervas amargas) Simbolizam a amarga escravidão do povo judeu no Egito. Para o maror pode-se usar raíz-forte crua descascada e ralada; folhas de endívia; talos ou folhas de alface romana lavados e verificados; ou a combinação de todos.

Carpás – (cebola crua ou batata cozida) Os vegetais simbolizam o potencial de crescimento e renascimento e a água salgada, nas quais são mergulhados, recorda as lágrimas derramadas pelos nossos antepassados no Egito.

Charosset – (Maçãs, pêras e nozes liquidificadas ou raladas, misturadas com uma pequena quantidade de vinho tinto) lembram, na cor e consistência, a argamassa usada no Egito para fabricar tijolos.

Chazeret – (mais ervas amargas) para serem ingeridas no sanduíche que é ingerido durante a noite do seder.

 

4. Vinho ou suco de uva kasher – Deve-se adquirir vinho tinto, pois todos deverão beber quatro copos no decorrer do Sêder. Pode-se beber suco, no lugar do vinho.Um pouco de vinho ou suco deverá ser derramado ao ser pronunciada cada uma das dez pragas do Egito.

5. Água salgada – Um recipiente com água salgada deve ser preparado de véspera; lembra as lágrimas que os judeus derramaram com o trabalho pesado no Egito.

6. Afikoman – “Sobremesa”; pedaço de matsá tirado no início do sêder e guardado até o final da refeição; é o último alimento a ser ingerido antes do Bircat Hamazon, Bênção de Graças após a refeição – para lembrar as oferendas de Pêssach, que era o último alimento ingerido no sêder, na época do Templo. É costume que os adultos escodam o afikoman em algum lugar da casa e as crianças procurem no final do seder. A criança que encontra ganha um prêmio.

7. Eliahu Hanavi – Foi um profeta que lutou para provar a existência de um D´us único no mundo. Na noite do Sêder de Pêssach, enchemos um copo de vinho para Eliahu Hanavi, que visita todos os lares judaicos nesta data.

 

* Referências bibliográficas – Chabad.org