barra

Temática esta trazida para um encontro de bate-papo com pais na Biblioteca de Pinheiros no dia 29/3/17.

Como é relevante levarmos em consideração nossas angustias e preocupações quando se trata de transferir valores e educação à nossas crianças. Por meio dessa análise nos fortalecemos e nos identificamos com pessoas que enfrentam situações semelhantes e, assim, como é do ser humano, não nos sentimos tão sós no enfrentamento dos desafios da vida.

Já notaram como pesquisas sobre educação atual envolvem sempre temáticas de relação de casal, papel da mulher na sociedade, limites, papéis da escola, tecnologia excessiva, assuntos de sexualidade?

Pois é, conteúdos esses que geram dúvidas, incertezas e alteração de cenários que exigem dos pais mudança de comportamentos e adaptação na transmissão dos valores.

Se pensarmos mais profundamente, fica claro que o desafio dos pais jovens é entrar em contato com seus valores e transmiti-los, uma vez que repetir a educação recebida dos seus próprios pais hoje não se enquadra, já que o externo está completamente diferente. Sabe-se que copiar e repetir é muito mais fácil do que criar, por isso tantos medos e inseguranças desses jovens pais.

Independente das crenças e tradições, o que é necessário compreender é o fato da falta de controle que temos do ambiente de fora de nossas casas. Assim, o intuito é fortalecer e manter um ambiente familiar saudável, fortalecido, aberto para diálogos e esclarecimentos, para que os conteúdos sejam incorporados pelos filhos num clima afetivo gostoso.

Costumo brincar que pode bater um vendaval, com raios e trovões do lado externo, mas se nossa casa está bem amparada, ela não cai! Para tanto cabem esclarecimentos e busca de orientação quando as dúvidas inundam o ambiente familiar e nossas crianças anunciam mudanças de comportamentos e desequilíbrio emocional. Isso pode traduzir muito mais um desconforto dos pais que é refletido nos filhos.

Permita-se avaliar seus valores e criar ferramentas de transmissão de mensagens, lúdicas, objetivas, sem medo de errar! O pior que pode acontecer é tentar enquadrar um cenário antigo num atual, com formatos e ritmos diferentes. Use sua espontaneidade e criatividade, autorize-se!

Juliana Buchatsky | Psicóloga

Especialista em Orientação a Pais e atendimento infantil e adolescente.