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Fui convidada para falar sobre questões da adolescência (eu ia escrever problemas na adolescência, mas achei meio pesado, porque nem tudo pode ser chamado assim… Muitas vezes são apenas questões para aprendermos a lidar e transformarmos em formação de caráter).

Já não tenho filhos adolescentes (o mais velho tem 26 e a mais nova, 22) mas acredito que com certo distanciamento, fica até mais fácil avaliar o quadro geral. Meu maior medo e aflição desta fase foi o álcool e seu consumo desenfreado pela moçada…

Quando comecei a pensar na festa de 15 anos da minha filha mais nova me deparei com a situação de ter que escolher entre oferecer álcool aos convidados ou proibir (como obviamente manda a lei) e ver a festa esvaziar ou nem receber os “amigos” tão queridos…

Ao mesmo tempo no momento de orçar salão e buffet, exigiam que eu contratasse uma UTI móvel para ficar à porta, para emergências. Neste momento a festa, pra mim, acabou. Como ser responsável por jovens embriagados a ponto de dar PT (como eles chamam o coma alcoólico) ou mesmo precisar de recuperação em uma UTI móvel?

Então eles não iriam à festa para se divertir, dançar, paquerar (acho que nem sabem o que é isso…). Não. Eles iam “encher a cara”.  Meus filhos não são santos (e nem eu gostaria disto) mas nunca chegaram bêbados em casa. Nesta fase das primeiras festinhas, uma vez uma amiga, mãe de um colega do meu filho, me disse: – Eu acho normal chegarem bêbados de vez em quando…

Normal?!?!?! Com 15 anos? Não! Na minha casa nunca foi normal. Era totalmente inadmissível. Acredito que a batalha comece exatamente neste ponto. É necessário deixar muito claro que não será admitido. não bastando deixar claro, a regra, em casa, era a seguinte: se acontecer, fica sem as próximas 3 festas.

A outra frente de batalha contra o álcool (que serve contra as drogas também) é armar seu filho de boas desculpas na hora de recusar o álcool. Ensine-o a responder com “Não estou me sentindo muito bem…“, ou “ Estou tomando antibióticos”. Qualquer coisa que deixe claro para os amigos que beber não é uma opção…

Definitivamente a mais importante: auto-estima. As pessoas que se amam não fazem mal a si próprias… E esta parte cabe totalmente aos pais. Seu amor, sua presença, seu cuidado, sua participação na vida deles, vão fazer TODA a diferença.

Acompanhar a vida de seus filhos de perto, incluindo levar e trazer das festinhas (este é o momento em que você vai checar se estão bêbados e eles vão falar de coisas e pessoas da festa), é de total relevância.

A eterna vigilância é nossa responsabilidade. Só para deixar claro: não são palavras de profissional. São palavras de mãe.

 

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