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As dicas aparecem por faixas etárias. A priorização do aleitamento materno pros recém nascidos e a introdução de variedade de verduras e frutas nas papinhas caseiras pros bebês são excelentes dicas aos pais.

A privação de doces até os 2 anos de idade com sua introdução de maneira pontual e de preferência com alimentos de paladar doce mas de baixo índice glicêmico como  açúcar de coco, demerara e agave são mais difíceis mas não tão menos importantes.

A utilização de métodos lúdicos como a clássica tabela de atividades montessoriana ou produtos desenvolvidos pela criativa Ana Jorge da Menina Viva ( www.meninaviva.com.br ou @meninaviva) costumam surtir excelentes resultados, principalmente a lista de compras de alimentos saudáveis e o imã de geladeira do cardápio da semana para organização dos pais e funcionários da casa.

Os produtos da Menina Viva destinados às crianças também são sucesso garantido. O prato de porcelana com ilustração de como montar um prato variado e lúdico conforme determinações da Organização Mundial de Saúde, sendo metade de verduras e legumes e a outra metade de carboidratos e proteínas é lindo e muito educativo. Ele forma uma excelente dupla com os jogos americanos educativos que são verdadeiras ferramentas de como comer brincando, sendo estímulos fantástico.

Na adolescência, a abordagem multidisciplinar de médico, psicólogo e nutricionista evidencia os melhores resultados por ser uma fase da vida mais complexa e com muitas questões a serem alinhadas.

Um incentivo que ajuda bastante em quase todas as idades é a pratica regular da atividade física. Ouvir o seu filho e adequar a atividade física ao seu gosto e habilidade corporal é fundamental. O esporte escolhido não deve ser aquele do sonho dos pais a não ser que seja o do filho também. A escolha deve ser a que dê prazer a criança, a que faça ela se sinta à vontade, motivada e desafiada.

A atividade física produz altos índices de serotonina e dopamina, neurotransmissores que atuam no cérebro de maneira benéfica e reduzem níveis de compulsão, ansiedade e depressão além de melhorarem o sono, concentração, auto estima e humor.

As crianças praticantes de esporte, possuem menores risco de distúrbios alimentares na adolescência, são crianças com melhor performance intelectual na escola e mais sociáveis.

O aprendizado de viver a frustração de perder e de batalhar para ser cada vez melhor pra você e para um time são essenciais para a formação do individuo. Não esqueça, como pai e mãe, de estar presente nos treinos importantes, se mostrar interessado na evolução e satisfação do seu filho naquela atividade e de repente trocar o esporte caso isso não ocorra e não abandonar a prática de atividade caso haja a não adequação a uma determinada modalidade.

Outro ponto importante é a verificação da dieta escolar. O que oferecem a seu filho pode ser determinante para a formação do paladar e impactar diretamente na sua saúde. Não hesite em verificar se a escola tem orientação de nutricionistas para produção dos lanches e merendas escolares. Saiba que quanto mais levarmos questionamentos e preocupações com a alimentação a qualquer cenário, da casa da avó ao ambiente escolar, estamos contribuindo pra redução de doenças graves. O seu papel pode impactar de maneira significativa na saúde mundial muito mais do que você imagina.

Dra Juliana Giorgi | CRM 116840 Médica Clinica Geral e Cardiologista do Hospital Sírio Libanês em São Paulo e fundadora do grupo multidisciplinar de atendimento a crianças com distúrbios alimentares de obesidade e má nutrição.