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Pare! Respire! Pense sobre seu meio social, quantas famílias que tem crianças com alguma necessidade especial você convive; e com quantas você deixou de conviver!

Infelizmente, a deficiência ainda é encarada como algo vergonhoso e obscuro. Mesmo quando não há vergonha, existe um senso comum de que pessoas com deficiência são incapazes de viver uma vida normal ou de sociabilizarem.

Não importa a deficiência, transtorno ou síndrome da criança, cada um merece um olhar especial e individualizado. Pois não existe uma receita de bolo, para cada situação existe uma reflexão e uma necessidade própria.

A família também merece atenção, a mãe, o pai, os irmãos e pessoas que se relacionam com a criança com alguma necessidade especial. Muitas pessoas do ciclo social da família se afastam pois não sabem lidar com a deficiência e tem dificuldade de se colocar no lugar do outro, muitas vezes impactando na estrutura familiar e social onde a própria família se exclui e é excluído de seu ambiente.

Essa situação gera angustia e conflitos.

Muitas vezes a família se afasta de seus amigos para evitar constrangimentos e situações adversas. A dificuldade da criança pode fazer com que a mãe deixe de frequentar lugares públicos por possíveis reações e incômodos.

As pessoas tem medo de se aproximar de uma criança com necessidade especial pois não sabe com o se portar ou como reagir. O desconhecimento e os estigmas criados em torno da deficiência possibilita olhar a pessoa com deficiência com medo, com insegurança, com sentimentos ambivalentes (ora com pena, ora com repulsa), como algo estranho e ameaçado. Alguns mitos em relação a deficiência ocasionalmente são pela falta de informações.

Tomar conhecimento e consciência disso é o primeiro passo para uma sociedade mais empática, solidária e inclusiva para nossos filhos e para todos nós. Então, que tal conhecer um pouco mais de perto pessoas que vivenciam a luta pela inclusão de crianças com deficiência? Romper com a barreira do preconceito é fazer com que a sociedade seja cada vez mais inclusiva.

Quando vemos a limitação e compreendemos cada um com seus aspectos e características, assimilamos de uma forma mais humana, tornando a interação e a inclusão algo natural. Afinal, a deficiência não define a personalidade ou caráter de ninguém, é apenas um aspecto, uma característica.

Fazemos a você um convite a reflexão, olhar ao seu redor! Desconstruir para construir.

 

Patricia Weisman |  Psicóloga / Neuropsicóloga / Coach e

Debora Deutsch | Psicopedagoga / Assistente Social