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Quando um filho nasce, vem com ele um pacote de expectativas e sonhos para os pais. O filho sela uma união. Cria vínculos eternos. E é quando um casal se transforma em família.

Tudo lindo…até que se chega em casa com o bebê e se descobre o trabalho que dá. Mas junto com o trabalho vem também aquela realização (principalmente quando dormem *risos). Daí olhamos suspirando para aquele ser delicado e indefeso que saiu da gente. Uma loucura, né?!

Então, como pode ser que de repente aquele ser tão doce pode se transformar em um ser manipulador sem nem saber falar? Simplesmente porque, apesar de todos os sonhos e expectativas, existe uma realidade. Toda criança testa os pais. Toda criança testa o famoso LIMITE.

Colocar limites parece ser uma façanha quase impossível. Principalmente quando eles ainda são tão pequenos e fofos. Mas minhas amigas mamis, eu como mami de 4 filhos agora já grandes, como Life Coach e trabalhando com público, incluindo pais, mães e jovens adolescentes, há quase 10 anos, garanto prá vocês que é exatamente de pequeno que a porca torce o rabo. Depois que fiz uma extensão em Neurociência Comportamental, estudando o período crítico (dos 0 a 8 anos), tive ainda mais certeza de todas minhas teorias.

Por isso, por mais difícil que seja seguir minhas 7 dicas de como colocar limites nos fihos desde cedo, é mais fácil antes do que depois. Claro que cada casa e família tem uma dinâmica, mas se vocês conseguirem aplicar algumas dessas dicas, isso vai fazer muita, senão toda diferença no decorrer dos anos. Prontas ?

1- FIXE UMA ROTINA: Para muitas mamis isso soa quase impossível, mas é de extrema importância existir uma rotina fixa de horários. Horário de comer, de tomar banho, de sonecas e de dormir. Mas quando falo isso estou falando de rigidez com exceções. Sejam rigorosas. Não abram mão dos horários por qualquer motivo toda hora. Isso já gera uma sensação de organização e hierarquia nos pequenos.

2- CRIE REGRAS: essa dica conta com a cooperação do casal. O casal precisa sentar e definir quais são as regras da casa. O que sim e o que não. Regras para se dar presentes, regras para passeios, regras para quando a criança chora, chantageia, faz birra. Quais serão as respostas. Como irão reagir. Isso vai servir muito para quando eles crescerem e usarem o discurso de ‘ meus amiguinhos fazem’, por exemplo.

3- CONVERSE COMO GENTE: é claro que quando a gente se depara com esses seres fofinho a tendência é falar como eles falam. Naquele tom, usando um português infantil. Fazer isso vez ou outra tudo bem. Mas mesmo quando ainda são bem pequenos, é importante os pais falarem direito com os filhos. Não fiquem pensando que eles não vão entender. Entendem sim. E vocês não imaginam o quanto. E não imaginam como faz diferença lá na frente prá eles mesmos.

4- EXIJAM RESPEITO: às vezes a criança dá um tapinha na mãe ou no pai, meio que de brincadeira. Mesmo que seja de brincadeira, a expressão no rosto dos pais deve mudar e o tom de voz também, para um tom mais firme, e digam claramente que isso não pode. Bater, xingar, qualquer coisa que desrespeite os pais, tem que ser levado a sério não importa a idade. E se o pai e mãe, defenderem um ao outro, melhor ainda. Tipo ‘não pode fazer isso na mamãe de jeito nenhum’.

5- ADULTOS PRIMEIRO: claro que algumas circunstâncias precisam ser levadas em conta, mas como regra, nunca pare uma conversa de adultos por desejo da criança, a não ser, claro, que seja algo realmente urgente. Nunca deixem que interrompam uma atividade dos pais de repente. Falem calmamente olhando nos olhos que jajá vão escutar o que têm a dizer. Assim os pequenos entendem que adultos primeiro e eles depois. Não que sejam menos importantes, nunca ! Mas a idéia é realmente que aprendam que eles devem respeito aos mais velhos.

6- DIGAM NÃO: o não precisa existir e logo depois dele uma explicação, nem que o motivo seja simplesmente porque a mamãe não quer ou não gosta. O ideal é ir além disso. Digam não para o que realmente vocês sabem que não querem dar, ou fazer, ou permitir porque não concordam ou sabem que não é bom. A coerência é fantástica na educação de filhos.

7- NUNCA VOLTEM ATRÁS NUM CASTIGO: não gosto da palavra castigo, mas o famoso castiguinho pode ser transformar no vilão da falta de limites. Porque quando os pais dão um castiguinho na hora da tensão e depois não cumprem, é o sinal verde para que os filhos desacreditem da força dos pais. Por isso minha última e crucial recomendação a vocês, é que pensem antes de dar o castigo, pensem se terão a força de bancar isso até o fim!

Espero ter ajudado um pouco! O assunto é muito mais extenso que isso, mas ficam aqui esses insights prá vocês pensarem!

Será um imenso prazer ser colunista do Mamis na Madrugada! Nos vemos em breve!

Stella Azulay

Desenvolvimento Humano & Coaching Comportamental

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