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Eu fui ano passado em um evento chamado Recycling Show que aconteceu no Kidzania e fiquei muito surpresa com o que eu ouvi lá.

Entre muitos profissionais top, tinha um professor da USP, o biólogo e educador Alexander Turra, com currículo rico, especializado em proteção de vida marinha. Se trata de um super pesquisador que trabalhou com grandes nomes especializados em lixo, reciclagem e ele afirmou com todas as letras: “PROIBIR PLÁSTICO NÃO É A SOLUÇÃO”.

Segundo ele, seria o equivalente a proibir carrinho de pipoca na porta da escola porque uma mãe não quer que o filho peça por uma.

Mas por que ele disse isso se segundo muitos, o plástico é considerado um grande vilão?

A explicação é simples: As alternativas não são melhores do que reciclar plástico. E a solução está muito mais ligada à educação e distribuição de renda.

Vocês sabem o quanto que as alternativas de papel consomem água? Vocês sabem o quanto que uma fábrica de alumínio polui? vocês sabem o quanto a mais de água se usa para lavar não descartáveis?

Segundo ele, a proibição não resolve o problema. O correto seria reciclar e reutilizar. Ele disse também que se tem muita pouca informação sobre o impacto real do plástico nos mares e que se algo não for feito em relação a poluição causada pela China e Índia, de pouco adianta qualquer medida feita pelos lados de cá.

Também digo que não adianta proibir canudinho plástico quando metade do país não tem nem saneamento básico, se as prefeituras não conseguem fazer a coleta seletiva, entre muitos outros problemas que deveriam estar na frente da fila.

Por que digo tudo isso? Porque nessa épocas de Corona, dou graças a D´us que ainda tem descartáveis para usarmos. Porque se já fosse ano que vem, quando a medida do Bruno Covas começar a valer, todo mundo estaria compartilhando os mesmos copos de vidro/metal/acrílico que podem ajudar na propagação do vírus.

O canudo justamente foi inventado porque muitas doenças graves eram passadas pelas latas de refrigerante e cerveja.

Eu acho que temos que nos preocupar mais com a natureza, cuidar melhor dela e todos devem fazer sua parte, só temos que ter critério, buscar informações mais profundas e de fontes seguras e isentas antes de aplaudir medidas demagógicas que muitas vezes mascaram outros interesses que estão por trás.