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A alteração na voz pode se manifestar em qualquer idade, até em um recém-nascido, na qual os pais e os profissionais da saúde podem notar uma alteração no choro, por exemplo um choro fraco.  Isso pode indicar alguma doença ou alguma malformação e deve ser investigada.

A rouquidão pode estar presente de forma constante ou aparecer após algum período de uso intenso, mau uso ou abuso da voz. Nas crianças, a principal causa são os nódulos de pregas vocais, conhecido popularmente como “calos nas cordas vocais”. Na criança, é mais presente nos meninos devido a um comportamento vocal mais agressivo.

Além da orientação sobre o uso adequado da voz, a terapia de voz (fonoterapia) é uma excelente modalidade terapêutica. No caso dos meninos, com a chegada da puberdade, ocorre um crescimento da laringe maior do que nas meninas, e os nódulos tendem a se resolver sem tratamento.  O tratamento cirúrgico dos nódulos é exceção.

Outras alterações nas pregas vocais são as chamadas alterações estruturais mínimas, podendo ser por exemplo um cisto epidermóide ou um sulco.  Essas alterações não são lesões, nem malformações, mas variações da anatomia normal das pregas vocais que podem gerar voz rouca. O tratamento na maioria dos casos é com fonoterapia, sendo a cirurgia reservada a alguns casos.

O uso profissional da voz na infância e adolescência vem ganhando cada vez mais espaço, especialmente no teatro musical. Esses cantores mirins necessitam de um cuidado especial para poder executar a tarefa da melhor forma, evitando qualquer situação que comprometa a qualidade da voz.

A avaliação médica compreende dois tipos de exame para visualização da laringe. A nasofibrolaringoscopia e a telelaringoscopia (rígida). A telelaringoscopia consiste na colocação de um laringoscópio pela boca.  A criança fica sentada com a lingua para fora, apoiada pelo médico segurando com ajuda de uma gaze. A nasofibroscopia consiste na introdução de uma fibra flexível por uma das narinas, chegando até aa laringe, possibilitando a avaliação da função de todo o trato vocal. Nesses exames, pode ser acoplada a estroboscopia que permite, com o uso de uma luz pulsátil, a visibilização dos padrões de vibração das pregas vocais (por exemplo, para verificar a presença de uma fenda). Esses exames podem ser realizados no consultório médico, clínica especializada, ou laboratório, com o paciente acordado, e deve anteceder a terapia de voz.

A avaliação do fonoaudiólogo e do professor de canto, além de outros profissionais como diretor musical, e o compartilhamento dessas informações, são de extrema importância para que os pequenos cantores recebam o maior cuidado.

Gustavo Polacow Korn
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