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Mesmo antes da pandemia era evidente que o tempo assistindo televisão era excessivo no público adolescente. A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria de no máximo 2h de tela por dia é seguida pela minoria, e isso infelizmente se agravou com o isolamento social e o maior tempo dentro de casa. Além do tempo usado nas telas ser uma atividade de baixa intensidade, esse comportamento (mais de 2h assistindo TV por dia) está associado à más escolhas alimentares, como maior consumo médio de doces e açúcares, de refrigerantes e de leite e derivados, além do baixo consumo de frutas (ENES e LUCCHINI, 2016).

Em contrapartida, adolescentes que realizam refeições em família tendem a manter um hábito alimentar mais saudável do que os que não tem isso como rotina. A maior parte dos adolescentes que afirmaram ter momentos de refeição junto aos responsáveis (pelo menos 5 vezes por semana) também apresentavam consumo mais frequente de feijão, frutas e legumes e menor probabilidade de consumir frequentemente guloseimas, frituras e alimentos industrializados (dados como esses também são observados em estudos internacionais) (Martins et al, 2019).
Assim, podemos pensar que lugar de refeição é na mesa com a família e bons exemplos, não é mesmo? Assim como as crianças, os adolescentes também precisam de atenção na hora da refeição. Uma dica é ler sobre os interesses do seu filho para manter um papo agradável na hora da refeição.

Com comida de verdade,

Thais Locatelli

Nutricionista apaixonada pelo universo materno-infantil