barra

Queridos sobreviventes emocionais desta jornada, que mais parece cenas de um Jurassic Park, com dinossauros invisíveis ao olho nu, mas corrosivos, ameaçadores e destrutivos como ácido, da nossa realidade tão cruel explicitada hoje, mas sempre presente.

Hoje pensamos na luta pela sobrevivência, seja você pai, mãe, avó, profissional liberal, do governo, herói da saúde, criança, jovem, entre outros. Cada um em seu papel e com suas próprias condições, entram em contato com suas ferramentas e estratégias. Mas a verdadeira luta não é pelo hoje, mas pelo AMANHÃ!

Somos seres sociais, constituídos na relação com o outro. Outro que hoje nos é privado, restringido, impossibilitado. Então chega de filosofia e vamos para os dados que precisamos estar atentos, mas saibamos que tais manifestações sempre existiram, porém podem se intensificar.

As manifestações futuras pós pandemia nas nossas crianças e jovens podem estar rodeadas destas questões:

Optar por ficar em casa, como fuga de desafios das relações sociais, que hoje é sentido por eles como uma comodidade e presente da situação pandêmica. Podemos ver que isso é fugir de uma ANGÚSTIA, que envolve RELAÇÃO.

Cortes e automutilações, uso de bebidas alcoólicas, energéticos, overdose de séries como ferramentas de amortecimento de ANGÚSTIA, que anunciam dificuldades em lidar com suas dores emocionais, sentimentos e cobranças do meio externo.

Mães e pais doentes emocionalmente, disfarçados em figuras de excesso de proteção ou de extrema agressividade, que escondem o intenso desejo de CONTROLE de seus filhos, os impedindo de se manifestarem. Ambiente este que não é favorável para o desenvolvimento de crianças e jovens.

Lares onde o DIÁLOGO se torna ordem, cobrança, crítica, que intensificam o mal estar, não da civilização, mas de pequenos e grandes filhos que não encontram possibilidades de serem eles mesmos.

O OUTRO que é visto sempre como COMPARAÇÃO, favorecido pelas redes sociais, que viabilizam mais e mais baixa autoestima.

O uso da linguagem “VOU ME MATAR” quando a dor emocional muitas vezes vem de uma dificuldade do jovem de lidar com a frustração, que não suporta o aperto no peito e não desenvolve recursos para enfrentá-lo.

Escolher o mundo da FANTASIA e fugir da REALIDADE também pode ser uma dinâmica possível que notaremos, onde não haverá amadurecimento e sim negações dos limites externos. Limites estes que não são emitidos por pais que sustentam suas posturas e se enganam na educação de seus filhos.

Desejarmos ser pais saudáveis é o mais plausível nesta jornada, na qual construiremos ferramentas que fazem destes dinossauros invisíveis e destrutivos não engolirem a nós e nem nossos filhos. Devemos ser sempre a melhor versão de nós mesmos para que nossos pequenos e jovens captem saúde e que possam ser eles mesmos na vida!

 

Juliana Buchatsky Kruglensky

Psicóloga Clínica

(11) 99530-9034

www.equilibriopsicologico.com.br

Teodoro Sampaio 744, cj 88. – Pinheiros