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Com a necessidade de isolamento social advinda da pandemia de Covid-19, passamos a realizar nossas atividades de maneira online, o que inclui desde a escola das crianças e adolescentes, até atividades extracurriculares e de socialização. Esse uso rotineiro da internet, expõe cada vez mais criança e adolescentes a práticas de abuso sexual através da rede.

Apesar dos benefícios que esse novo modo de comunicação traz para crianças e adolescentes, os riscos tornam-se mais presentes no dia a dia desses indivíduos, sendo que hoje 1/3 de todos os usuários da internet no mundo são crianças e adolescentes. Pode-se observar que, aqueles que possuem alguma dificuldade de relacionamento presencial acabam refugiando-se na rede, o que os torna mais suscetíveis a certas modalidades de uso e abuso de informações que são divulgadas através da rede.

Para evitar que seus filhos estejam mais vulneráveis a esse tipo de abordagem que está se tornando cada vez mais comum, mães, pais, familiares, responsáveis e cuidadores devem estabelecer um diálogo aberto e passível de confiança, fazendo com que, caso seus filhos sejam submetidos a alguma forma de exposição através da rede, relatem a algum destes adultos o que está lhe acontecendo, podendo assim ser ajudados.

Crianças e adolescentes devem ser orientados a preservar dados de identificação e informações pessoais, tais como endereço, escola, nome de familiares e qualquer outro tipo de dado que leve à possibilidade de qualquer pedófilo encontrar com seus possíveis alvos. Outra dica importante é que não apenas crianças e adolescentes, mas também mães, pais, familiares, responsáveis e cuidadores, não compartilhem fotos em redes sociais, principalmente em praias, piscinas e vestindo biquínis, maiôs e sungas. O simples compartilhamento de imagens, mesmo que por alguns minutos, é o suficiente para que essas fotos caiam nas mãos de pedófilos criminosos, podendo ser comercializadas.

Mães, pais, familiares, responsáveis devem instalar filtros nos computadores utilizados por seus filhos, o que propicia que os mesmos naveguem com maior segurança na rede. O computador também deve ser colocado em um local comum da residência, evitando que crianças e adolescentes passem mais tempo a sós com possíveis agressores sexuais.

Outra orientação importante é estabelecer limites em relação à utilização não só da internet, como também de computadores, tablets e celulares por parte de seus filhos. Crianças e adolescentes devem ter um tempo pré-estabelecido para utilizarem esses equipamentos e as redes sociais depois de realizadas suas tarefas escolares.

Alertem seus filhos para os perigos que correm caso se exponham através de chamadas de vídeos e envio de fotos para quem de fato não conheçam. Informe-os sempre em relação aos riscos reais e virtuais que possam surgir através do contato com pessoas desconhecidas pela internet, explicando a eles o que de fato pode acontecer caso se comuniquem com estranhos.

Daniela Pedroso – psicóloga, mestre em saúde materno-infantil e possui 23 anos de experiência com abuso sexual de crianças, adolescentes e mulheres adultas. Atende em consultório particular, ministra palestras sobre o tema e possui um curso específico para mães, pais, familiares e cuidadores: “Abordagem da Violência Sexual em 04 Passos – Mães, Pais, Familiares, Responsáveis e Cuidadores”, disponível através da Sympla, que será realizado no dia 05/11, às 20h.

E-mail: dani.pedroso@uol.com.br