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Aquele programa que ninguém vê mas todo mundo sabe tudo.
Pois bem, estamos vendo uma edição diferente de todas as outras.
Ninguém sabe ao certo como tudo começou, parece que o Lucas – alcoolizado –  iniciou uma série de situações inconvenientes e machistas durante a festa de sábado.
Esse elenco é cheio de ofendidos, competem quem sofreu mais e por quais razões… Parecem frágeis, sem resiliência. Sabem o discurso, mas não parecem ter estrutura de enfrentamento.
A consequência disso, foi a Karol Conka iniciar uma série de outras formas de violências verbais e humilhações.
A edição do programa, tentou provocar uma reflexão na chamada “Reunião de condomínio”. Quem são os “canceladores”da casa?
A cena que desenrolou a partir dai, foi patética. Como se estivessem em uma realidade paralela, os demais moradores da Casa mais vigiada do Brasil, defenderam a Karol Conka, como se ela fosse a representação da Justiça, (com J maiúsculo).
Vejamos: seu merda, cala a boca, só come depois que eu comer, seu merda, seu merda, seu merda…
Uma sucessão de violência que até os com estômago mais forte se enojaram.
Mas porque os demais não defenderam? Ponderaram? Intermediaram?
Em uma busca simplista pela explicação a humanidade falhou. Sabemos. Mas o que acontece ali?
A polarização do bem e o mal, o maniqueísmo, a vingança! Se Lucas errou, ele merece ser julgado e condenado! Veementemente! Pelos bastiões da verdade e bons costumes!
Se todas as mulheres foram vítimas, Karol Conka, não será! Ao contrário! Será algoz! Ensinará uma lição! Nunca mais! Basta!
E assim, todos com medo de serem a próxima vítima da violência imposta (por um ou por outro), se calam! Aquilo deve ser o certo! Ele que pene! Ela que eduque!
Vivemos a máxima “o sonho de todo oprimido é se tornar opressor”. Karol Conka, de vítima de violências (que eu na minha posição privilegiada, nunca passei), se torna opressora.
Não existe vilão, são (e somos) todos vítimas desse modelo violento e maniqueísta .
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