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Após o diagnóstico de autismo, nós pais ficamos, por um período, com o luto de tudo que vem pela frente e as dúvidas de como lidar com tantas informações, procura de terapias, clínicas e melhores formas de tratamento para uma luta que será constante em nossas vidas.

Hoje temos muitas oportunidades de terapias e um leque de informações que podem ajudar muito, mas é importante ter cautela, pois, só o neurologista responsável pela criança vai poder indicar a melhor forma de tratamento para o caso dela!

Entrando nesse universo, será muito comum ouvir falar sobre a terapia ABA (Applied Behavior Analysis), conhecida também como Análise do Comportamento Aplicada.

Ela trabalha no reforço dos comportamentos positivos e é o único tratamento que possui evidência científica nos casos de autismo.

O objetivo é fazer com que os comportamentos úteis – e desejados – sejam ampliados e, consequentemente, diminuir aqueles que são prejudiciais. Ela constrói e melhora as habilidades do autista na linguagem e na comunicação, desenvolvendo a atenção, o foco e a
interação social, além de colaborar na redução de comportamentos de desregularização emocional e atos agressivos.

A análise do comportamento aplicada é uma terapia que intervém em múltiplos comportamentos e é adaptada às necessidades de cada criança, podendo ser trabalhado de forma individual ou em grupo e em vários espaços que a criança frequenta (escola, casa, clínicas), permitindo que as novas habilidades adquiridas sejam úteis para o dia a dia delas.

O total de horas que a pessoa autista passa fazendo as intervenções são extremamente importantes para determinar os resultados positivos do tratamento.

Normalmente se fala em um total de 40 horas – que se definiu como um um total de horas médio -, no entanto, há crianças que precisam fazer mais e isso vai depender de avaliações profissionais.

É claro, como já foi dito, o tempo de terapia intensiva é importante. No entanto, precisamos entender que o ABA se estende para todo funcionamento da vida, seja em casa, na escola e em outras relações.
Logo, não adianta deixar o autista fazendo 40 horas em clínica e, quando chegar em casa, não aplicar nada daquilo que foi estudado. Todo aprendizado demanda tempo e muito trabalho.

Dentro da ciência, existe também o método Denver, conhecido por alguns como ABA naturalista. Seu contexto é guiado pelos interesses da criança. Nessa prática são eles que dão o tom da brincadeira, que começam os jogos e que nos mostram como fazer. Uma vez que a
confiança é estabelecida, aos poucos, vai se introduzindo os comandos que se quer conquistar.

Atualmente, são poucas as clínicas que atendem nesse modelo, mas, caso o neurologista indique, fique tranquilo. A tendência é que o número de especialistas nessa área cresça.

O método ABA, hoje, é aplicado em várias clínicas, e é compreensível as pessoas ficarem confusas sobre por onde começar. Lembre-se que o relacionamento entre seu filho e o terapeuta é de extrema importância para o caminhar do aprendizado, então, observe se isso
funciona bem.

A clínica disse que atende o método ABA, mas você está em dúvida se ela é boa ou não? O que você pode questionar antes de levar seu filho: Quantos profissionais capacitados estão disponíveis? Eles possuem registro e especialização? Quantos serão responsáveis por seu filho? Possui suporte para aplicação em casa? É feita uma avaliação? O total de horas é suficiente para o que foi solicitado pelo médico? Há cobertura do SUS ou do plano de saúde?

Esses são apenas alguns dos questionamentos possíveis.
Vá conhecer o lugar, procure informações na internet, avaliações, se possível converse com outras mães no ambiente, mantenha-se informada, sempre!

Mães Projeto Dino
@projetodiino
Gisele Carmona
@gizacarmona
Keila Couto Seiler
@keilacoutoseiler
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