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Lentilhas e pirulitos são “low-fat” (baixas em gorduras). Abacate e manteiga são “low-carb” (baixas em carboidratos).

 

Não é mais importante focarmos na qualidade dos alimentos que comemos do que na “definição” da dieta?

A frase da parte de cima foi dita por Christopher Gardner, o pesquisador principal do estudo Dietfits, que demonstrou que dietas low-carb e low-fat levam a mesma perda de peso no longo prazo, sem necessidade de contagem de calorias, se ambas focarem na qualidade nutricional (alimentos naturais, minimamente processados e de fontes saudáveis de alimentos).

E de fato, parte da “guerra” entre vários adeptos de diferentes dietas ocorre porque a definição do que é “low-fat” e “low-carb” é muito ampla.

Muitos ainda associam dietas baixas em carboidratos a comer bacon e presunto o dia inteiro. E os que criticam as low-fat pensam que quem as faz está comendo cereais matinais ricos em açúcar e bolachas de água e sal nos lanchinhos.

Se é verdade que dietas mais ricas em proteínas dão mais saciedade, também é verdade que dietas ricas em grãos, legumes e frutas tem mais fibras, e facilitam a composição de pratos coloridos, com densidade calórica baixa. E quando bem montadas, há vários pontos em comum entre ambas as dietas: evitar alimentos ultraprocessados (que um estudo recente mostra que leva a um aumento no consumo calórico), e um bom consumo de verduras e legumes.

A melhor dieta é aquela que você consegue melhor adesão, e leva em consideração contextos individuais. Não há receita de bolo.

Quem advoga uma dieta específica e briga com quem não concorda talvez não perceba: queremos que as pessoas façam escolhas mais saudáveis, independente dos macronutrientes!

 

Dr. Bruno HalpernCRM-SP 124905 Endocrinologista RQE55372 Doutor em Medicina USP, vice-pres World Obesity Federation pela Am.Sul, diretor comunicação social SBEM