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O assunto do post de hoje é a gravidez e as doenças do coração. Todos sabemos que gravidez não é doença… No entanto, é um período da mulher onde ocorrem muitas mudanças. Não só do ponto de vista hormonal, mas também do ponto de vista cardiovascular.

Desta forma, a gestação e o período puerperal podem desmascarar um problema cardíaco pré-existente ou predispor a uma cardiopatia nova. A incidência de problemas no coração durante a gravidez chega a 4,2% no Brasil. Isso representa oito vezes a média internacional, sendo a maior causa de mortalidade materna indireta nessa fase da vida da mulher.

Gravidez e doenças do coração

A avaliação pré-natal da saúde cardiovascular da gestante (ou idealmente antes mesmo de engravidar) é fundamental, seja por um clínico geral ou por um cardiologista. Inclusive em mulheres que não sentem nada.

Doenças valvares, congênitas e a doença arterial coronariana são bons exemplos de problemas nesse grupo de pacientes. Sintomas e sinais não podem ser negligenciadas. Por exemplo: como falta de ar, surgimento de limitação a esforços habituais, edema (inchaço) em membros inferiores, palpitações e dores no peito.

A pressão arterial deve ser monitorizada pelo obstetra durante todo o pré-natal, atentando para os diagnósticos de pré-eclâmpsia ou de hipertensão crônica superposta à gravidez.

Nos casos em que seja identificado algum problema cardíaco, o cardiologista deve acompanhar as gestantes de perto durante toda a gravidez e no puerpério.

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Dra. Juliana Barbosa Sobral Alves | Cardiologista e ecocardiografista | Doutorado em ciências médicas pela Faculdade de Medicina da USP. Médica assistente do InCor – USP

Consultório (Pneumocardio Clínica Médica): Rua Barata Ribeiro, 380. 9 andar. (11) 3237-2006. São Paulo-SP.